A window into chronicles 🦉

Welcome to my 'Chronicles à la C'Arte '

"Sin_i_cal and satirical page, a space for artistic revews, critiques, opinions, and reflections.  Here, I'll share my thoughts on past, present, or future events and artists across various artistic disciplines.

Join me in my perspective on the world of art and music. 

I hope you find these chronicles insightful and thought-thrilling.

Bird on money'/J.M Basquiat                         *Pff ide pesquisar a história original 🔍 ) 

***| Opinião independente. 

Gosto desta pintura.
Parece um pássaro espreitando pela janela. 

Há nela algo de profundamente subversivo e de insubordinação social,  uma imagem crua e intensa da realidade do sistema e do negócio cultural dominado pelo dinheiro.

A paz parece um estendal de roupa... não é preciso estar sempre a mostrar o símbolo, que não pregam e a esvoaçar conforme a corrente do vento, no vai e vem dos acontecimentos. 

Em Portugal, muitos artistas não são rejeitados por falta de talento, bom tempo ou acompanhamento, mas pela dúvida que o sistema tem sobre a sua própria identidade.

Às vezes o amor acontece e fica silencioso. 

Há quem ignore pessoas portuguesas das belas artes de boa rés com currículos, biografias, percursos e experiências de passo, com verdadeiro pedigree urbano e artístico dentro da sua própria terra, onde o sistema faz ghosting e as trata como se fossem nada, simples outsiders sem porta nem paradeiro, na indiferença e no desdém, quase como, se não-fossem "Pessoas de bem nem de boa morada... tipo, Personas non gratas, quando são tratadas à margem da lei...  insinuando sempre: tu não és daqui, nem és para aqui chamada, nem sei quando é que te vou chamar ou se até vou. E é isto que temos no geral da nossa caminhada... 

Depois aparecerem uns quantos verdadeiros cidadãos éticos, genuínos no trato profissional e conterrâneo; inocentemente decentes e vão espreitando pela janela em missão de trabalho... e lá vou eu, indo devagar... a caminho de Viseu, visitando as capelinhas todas com que me vou deparando pelo caminho.

Obrigada pela visita ☺️. 

Pessoas banais que não têm cinzas no corpo, só lhes interessa as desgraças dos outros e as delícias carnais. Como se isso fosse importante para um morto, que já não ouve, nem fala português-maltês nem inglês-burguês;) 

Mas realmente esta incerteza da existência de templários modernos nestes nossos tempos presentes é de facto angustiante... pois existe uma tradição enraizada de uma certa natureza fria e deselegante por parte de alguma falsa hermandade escondida que anda por ai, que diz que é de Belém e que percebe de poesia do além. 

Se é, finge bem que não é. 

Sim, sinto uma certa mágoa e nostalgia. 

Alguns até recebem mensagens de boa freguesia mas são incapazes de responder, como se continuassem a ser rapazes, num país cheio de tradições seculares cheios de cortesia e de nobreza familiar, de lugares com bons costumes e bons valores de carácter...

Mas estes gaiatos de bom enfeite protocolar e de boa posição profissional na sociedade cultural portuguesa, são cultos na lavoura do trigo 🌾 e na escolha de sementes, mas não se importam de deixar alguém pendurado sem resposta, como se a boa educação não existisse ou uma verdadeira mãe, não lhes tivesse ensinado boas maneiras... é uma forma de ghosting moderno que com certeza aprenderam esses modos nos dias de hoje, nestes novos conventos da atualidade de descartabilidade inmediata, ficando em jejum dias a fio a até perder o fio à meada e já não vale a pena retribuir, pois muito bem ficamos por aqui, sem responder, expressando em alto e bom som: não me chateies mais;) 😁

E é sinal que nunca seguiram os passos dos bons exemplos. Ah pois não!! Agora é que elas são verdes!!! Infelizmente agora, já não há mais alfaces para destribuir com alegria para a saladinha verde 🥗 detox que gostais tanto de comer todos os dias, sobretudo para quem gosta de acompanhar com pimentos e sardinhas;) 😋 🎏

Por isso, falar de bons exemplos, é falar de boas maneiras e de memórias de Pessoas de boa índole moral, com histórias verdadeiras de carácter e heróis nacionais com integridade e que muitos recebem condecorações de honra, e com certeza nunca deixariam ninguém ficar mal, nem deixariam ficar alguém para trás, muito menos uma senhora, uma  mãe, uma irmã ou irmão, que fosse de outro país da Europa, que tivesse história cruzada com Portugal.

Mas o silêncio diz em alto e bom som: “não me interessa a tua história”.

Daí que cantam os "Vivos em português de boa lata, com a palavra do seu tempo moderno e isso exige dos outros bons espelhos de retorno, um trabalho menuncioso de escuta profissional com coração e valentia. 

Ora hoje, a escuta humana e verdadeira é rara, mas o "Povo local e indígena sabe escutar, esse sim sabe ter ouvidos de bom senhor ou senhora em vez de ouvidos de mercador. 

Raros são os ouvidos profissionais que são imparciais e escutam obras com o devido coração no lugar ♥️ numa franqueza de ofício, sem facciosismos ou lobbismo de opinião, quando acolhem bem qualquer pessoa criativa que seja activista, vinda de que nicho for, e que seja digno de espaço, honrando qualquer dor de jornal e não de revista...

Os artistas consagrados bem amados que usufruíram de corredor, andam bem pelo mercado, num sistema que está naturalmente viciado, passeando-se sem qualquer espiga, por todas as avenidas novas, das grandes plataformas comerciais com grandes arraiais à sua volta, com visibilidades de morto ou morta.        (E nada contra os puros sobreviventes:) 

Mas raros são os agentes em funções profissionais que não comprometem o julgamento, por um gosto viciado pelos seus estandartes de referência e está certo,estar rodeado de boas influências. 

Poucos sabem avaliar artefactos artísticos sem comprometer o próprio pensamento,ouvindo ou lendo apenas com o coração livre, pelo simples prazer de ouvir uma bela música ou ler um negro livro, como quem interpreta uma pintura.  

É na alegria sensível e nas entrelinhas das mensagens subjacentes, que uma imagem ou sensação se quer dizer a toda a gente, sem pudor ou desconfiança,  pois ninguém aqui está obrigado, nem é inspector das finanças 😉.

A arte não é apenas de quem a faz, mas também por quem a interpreta.

Ora quando a arte surge, precisa de acesso, de espaços e de tempo para crescer e existir.

Não se mede por números de seguidores, nem por audiências e muito menos à nascença. 

E assim, em silêncio e sem corredor, a cultura também cai e tropeça, perdendo a sua magia e candura inicial.

Temos pouco dinheiro eu sei, mas os pássaros, continuam lá no alto felizes a voar e a cantar, sem as vossas amarguras e continuam como sempre, a morar felizes mesmo na vossa ditadura... mesmo sem ter um palco bonito para cantar e re_pousar, em dia de festa, eles cantam que se farta com a devida alegria  e adoram cometer loucuras!;) 


18/12/25

ML-🎋

(Na Casa de um Passáro)

 

 

 

 

 

Beyond music

While music is my primary focus, my chronicles will also extend to other artists and artistic domains, from literature to visual arts.

I believe that art is interconnected, and my chronicles will reflect that belief.